2 de outubro de 2015

Casamento Michelle e Friedrich (fragmento)




A minha ideia desde o início foi a de contar uma história de amor.

Dar nomes ao amor.

Nomes de cidades, de estados, de coisas, de sensações, nomes de gente.

Mas só que o amor não se define, não se batiza, o amor se sente.

E eu senti o amor aqui na minha frente.
Não só de vocês dois, mas de todos aqui presentes.
Amor de pai, de mãe, de vó, de amigos. 
Amor de parentes.

O amor na sua amplitude, na sua imensidão. 

O amor presente.



8 de setembro de 2015

Planos




Meus planos nunca acontecem porque minha vida segue sempre como um gráfico, na fluidez de um eterno sobe e desce.
Não sei se coloco no papel, se teorizo, o fato é que tem sempre alguém ou coisa pra me puxar e aí eu volto das nuvens, aterrizo.
Planos?! Pra quê? Se o que fica são os danos, as lembranças e também os ganhos.
E pensando assim, é melhor nem escolher, já que nem o nosso rascunho vai ser nosso mesmo (olha aí a síndrome de Peter Pan, sem perceber).
Não planejo. Se eu desejo?! Sim. E só. O que vier já vai ajudar a desatar o nó.




31 de agosto de 2015

Amor vem de amor



“Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. 
Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. 
Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. 
Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. 
Amor vem de amor. E dói bonito.serviço de atendimento on-line” 
(não sei o autor)
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5 de agosto de 2015

Tô mogra fia



Parece uma máquina do tempo
você deita e fica lá dentro
naquele canudo cinzento.

Em volta começa a girar
pedem pra você não respirar e
o contraste na sua veia começa a entrar.

Esquenta tudo por dentro
o corpo quente, quase num aguento
só mais um pouco... E me concentro.

Respira. Pausa. Respira. Pausa.
Tem gente que faz pra descobrir a causa
mas eu agora só faço pra não ficar confusa.
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21 de julho de 2015

Gentileza gera estranheza



Tempos modernos...
Bons ou ruins?
Apenas "modernos".

A educação, a cordialidade e a gentileza tornaram-se artigos de luxo. O que meus pais me ensinaram desde muito pequena agora parece ter virado virtude de poucos.

No facebook e nos grupos de whatsapp as pessoas desejam "bom dia" com direito a um sol brilhando, uma linda xícara de café e até algumas flores na mesa. Mas no ônibus, na fila, no caixa do estacionamento, na vida real e longe da tela do computador ou do smartphone, não. Pra que né?! Ninguém está vendo mesmo, só importa fazer quando tiver plateia para assistir ou então quando for alguém que eu conheço, fora isso, não. Não há tempo. No trânsito então.... Meu Pai do céu!!! Esqueça um fio mínimo de educação, são amebas motorizadas.

Um "bom dia" do motorista do ônibus assusta. Um "boa tarde" da moça do caixa do estacionamento espanta. Um sorriso aberto da menina do sacolão choca. E ficamos sem ação. E eu citei a moça do sacolão porque acabou de acontecer comigo, aqui no meu bairro. Que mocinha gentil, que atenção. Realmente me chocou, confesso. Mas saí de lá com um sorrisinho na cara e esperançosa com a humanidade - até a página 2.








24 de junho de 2015

Constance Calçados - nota zero !



Oi gente!
Não me lembro de ter feito isso aqui antes, mas hoje fiquei tão indignada com o tratamento que recebi desta ilustre rede de calçados e acessórios que resolvi não ficar calada.
Não li o código de defesa do consumidor, mas acho que o mínimo que eu merecia era que tivessem me oferecido um reparo na sapatilha:





Pois bem, comprei essa sapatilha na Constance do Shopping Contagem (MG) em janeiro e devo ter usado, sei lá, umas cinco, seis vezes na vida, não mais que isso. Hoje resolvi ir trabalhar com ela. Estou eu almoçando - no mesmo Shopping Contagem, quando sinto um friozinho no pé direito. Olho pra baixo e... Surpresa! A sapatilha estava com esse "pequenino rasgo" na lateral. Claro que como eu já estava no Shopping mesmo, fui até à loja da CONSTANCE (doce ilusão). A vendedora sequer olhou para a sapatilha e disse:
"- Está na garantia de 90 dias?"
E eu respondi que não. E ela:
"- É só dentro da garantia que a gente pode fazer alguma coisa."
Eu retruquei: então o prejuízo é só meu? E ela ficou calada.

Bom, como eu disse anteriormente, não li o código de defesa do consumidor, mas se eu fosse gerente ou algo parecido de uma rede do tamanho da CONSTANCE, eu teria feito algo. Pelo menos teria avaliado a sapatilha, notado que ela foi pouco usada. E por mais que os 90 dias (Uau!!! Que super garantia hein!!!) já tivessem se passado, a loja tem (deveria ter) um nome a zelar, não?!?!?
Não!!! Não tem.
E vejam o que o Sac me disse por email após eu ter enviados as fotos da sapatilha na página deles do face:

Em Quarta-feira, 24 de Junho de 2015 15:34, Constance escreveu:


Prezada Suzana,

Inicialmente pedimos desculpas pelo transtorno causado e informamos que os produtos CONSTANCE são produzidos com materiais variados, em diversas fábricas no Brasil. Quando um produto foge do nosso controle de qualidade, oferecemos a nossos clientes o Serviço de Assistência Técnica, para produtos que estão dentro do prazo de garantia, até 90 dias após a data da compra. Não prestamos assistência em produtos que estão fora da garantia. 
Sendo o que apresenta para o momento, colocamo-nos a seu dispor para os esclarecimentos, porventura, necessários.
Atenciosamente,


Constance powered by Freshdesk 18671



Conclusão: compre o seu produto na CONSTANCE e use, use, use, mas use mesmo, durante 90 dias, aí sim, se der problema eles resolvem para você. Ok?! Fora isso, a qualidade é que nem o Atlético mineiro: você tem que acreditar... Ah, e contar com a sorte também.

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30 de março de 2015

A hipotenusa



Pronomes sem gêneros
Verbos efêmeros
Adjetivos à procura dos sujeitos
Artigos à deriva
E essa escrita abortiva.

Solteiras já viúvas
Iluminação meio difusa
Aparência ainda confusa.

Só a soma dos quadrados dos catetos
continua sendo o quadrado da hipotenusa…



Sangue



Na tentativa de fazer uma boa ação

Voltei com uma dor no coração

E do médico pedi uma explicação:

Por que eu não?


Agora sim, entendi o doutor

Eu me livrei do tumor

Mas o meu sangue jamais será um primor

Então, o que resta é meu clamor:


Amigos, doem sangue por favor!  



28 de março de 2015

Na porta




Será que importa?
O que virou, o que mudou, o que terminou.

Ainda importa?

Embrulhei tudo numa seda rasgada, com estampa de corações
e deixei na sua porta.

Agora sim, não importa.




27 de janeiro de 2015

Sem jamais perder a ternura




"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."
E se perder a ternura, tem cura?
Tem.

Começa cortando a censura
e bota uma pitada de loucura.
Conserta apagando a rasura
e deixando de lado a frescura.

Falta de ternura?
Sim meu senhor, isso tem cura.








Diário

fico parada observando o nada, a torneira que pinga achando estranho uma pessoa que tropeça e não xinga mas na verdade eu morro é de dó ...