12 de abril de 2013

Rímel











Levantou
lavou o rosto.
Tirou as marcas de mágoa da noite anterior.

Fitou aquela cara no espelho.
Chorou, dobrou os joelhos.

Cada lágrima que escorria
rasgava o peito, latejava, ardia.

Talvez sobrassem marcas
talvez faltassem máscaras.

Queria borrar aqueles traços pelo resto do corpo
e ligou o chuveiro
deixou a água escorrer, para riscar seu dorso.

Em vão.

Traços, marcas, mágoas, máscaras
todas juntas, julgadas, juradas,
presas
no seu campo de concentração.
.

Nenhum comentário:

A temer

Nascemos e fomos adestrados para sentir medo. Medo do desconhecido por todos medo do que já foi vivido por tolos medo do que virá a...