4 de março de 2013

FingiDor

Nem sempre escrevo o que sinto
É que às vezes quando escrevo, eu minto.

Mas o que importa é fazer com que as palavras
Antes amarradas, escondidas, criem asas.
Voem por aí, polinizem o mundo vasto
E que elas sejam infinitas, que deixem rastros.

Pequenas palavras dizem mais que longos olhares
E o contrário também serve, também vale.
Muitos olhares não podem ser traduzidos
Mesmo que ele valha em todos os cinco sentidos.
Um toque, um cheiro, uma imagem, um som, um sabor
Todos eles dizem algo, todos eles podem falar de amor.

Escrevo porque acho mais fácil, porque me convém.
Escrevo porque gosto e não para agradar ninguém.



A temer

Nascemos e fomos adestrados para sentir medo. Medo do desconhecido por todos medo do que já foi vivido por tolos medo do que virá a...