4 de outubro de 2011

18ª sessão

Oi.
Hoje não tomei "chá de cadeira", mas fiquei tão esgotada, um cansaço físico danado... Sem falar na chata dorzinha de cabeça. Almocei, vou fazer esse post aqui e vou deitar.


Então, hoje conheci Maria Clara de quatro anos. É a boneca mais linda da quimioterapia pediátrica, uma carinha boa que só vendo... De chapeuzinho de crochê lilás que combinava com a blusa de frio roxa com lantejoulas. Toda fashion!
Conversei com a mãe dela, são de Bertópolis, município na região de Nanuque e Teófilo Otoni e estão aqui em Belo Horizonte na Casa Aura. Maria Clara teve um mega tumor no rim direito, que foi descoberto por um inchaço no lado direito de sua barriga. O rim foi retirado pois já estava completamente tomado pelo câncer. Ela está carequinha, mas hoje - felizmente, ela já nem fez quimioterapia mais, sua última sessão foi semana passada. Agora ela vai internar para fazer um exame mais detalhado e estará liberada. Bom né?!


Quando entrei na enfermagem para tomar minha medicação havia um senhor já terminando sua sessão. Mas foi o tempo suficiente de ouvir uma coisa muito interessante. Mais ou menos isso:


"- Quando a gente recebe a notícia que tem um câncer a gente pensa: eu sou um pecador mesmo, devo ter feito o mal pra várias pessoas, fiz muita bobagem durante a vida e agora veio o castigo. Mas não é isso não. Um dia eu estava lá fora lanchando e conversei com duas mães que traziam seus meninos para fazer quimioterapia. Um de dois anos e um de quatro anos. Aí eu pensei, esses seres são muito pequenos, muito inocentes, são crianças. Não deu tempo ainda deles terem feito o mal pra alguém. Não tem como essa doença ter vindo pra eles pagarem por algo de errado! Então só pode ser Deus mesmo querendo mostrar alguma coisa pra gente né?!"


Aí a medicação dele terminou e ele se foi. Não sei seu nome e nem que tipo de câncer ele teve.


Para terminar, hoje é dia de São Francisco de Assis:



Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...





2 comentários:

Anônimo disse...

Agora tô com ciúme! :/
Sua madrinha

Suzana Luna disse...

Ciúme de que bixa??? rss

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fico parada observando o nada, a torneira que pinga achando estranho uma pessoa que tropeça e não xinga mas na verdade eu morro é de dó ...