19 de março de 2010

Graduação


Enfim... Graduada!
...
Sim. E o que muda?
Na prática nada.
Continuo fazendo a única coisa que os anos me ensinaram e que fui remunerada para executar: vendendo medicamentos.
Mas dentro de mim muita coisa mudou. Meus olhos ganharam uma visão ampliada do mundo, das coisas e das pessoas. Descobri que gosto de escrever e que posso me aperfeiçoar se quiser. Entendi que uma obra de arte abstrata tem sentido sim, só temos que saber o conceito que o artista seguiu e que por isso, tudo que imaginarmos pode ser arte. Conheci pessoas das mais variadas "tribos" e que tinham aparências completamente contrárias às suas essências. Aprendi a falar em público e a explicar coisas que entendo para as pessoas que ainda não entendem. Fiz intercâmbio de informações com meus mestres, adquiri conhecimento e também ensinei a eles. Comi pastel assado a palito no boteco na porta da faculdade com os colegas. Fiquei bêbada tomando skol e gastando cinco reais. Reconheci grandes amizades. Pude ser eu.

Depois de tantas experiências, a conclusão: fazer faculdade não é apenas pegar um diploma no final e dizer: tenho curso superior, sou bacharel, tenho uma profissão (mesmo que não a exerça). Fazer uma faculdade é tentar sugar ao máximo tudo que lhe oferecem e no final poder falar: SOU UM SER HUMANO MELHOR HOJE. Sim, entrar numa faculdade por livre e espontânea vontade é isso.

2 comentários:

Rubiana disse...

Faço das suas, as minhas palavras flor! Estamos em fase igual!! rsrs
Beijos
Te adoro

GEISA disse...

É ... assim como o tão esperado diploma, as amizades conquistadas e as lembranças de um tempo que não volta mais são coisas que ninguém jamais tira... Basta saber que esta fase é a primeira de muitas, as quais permaneceremos sempre juntas... com certeza...
Bjusssssssssssssssssssss!

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