20 de novembro de 2009

RASCUNHO

"Deixei pra você um sorriso na janela.
Também deixei marcas na tua pele e um frango na geladeira.

Estou levando somente meus sonhos, pois você só me deixou a saudade.
Bom apetite."


Anabê Villela
15/03/2008

ESCREVO

"Escrevo para fugir
Escrevo para sorrir
Escrevo para encontrar alento,talvez

Escrevo para me confundir
Pra me exaurir
Pra quem sabe,um dia me perpetuar
Ou me torturar
Porque não acredito em mim
Não acredito em ti

Não creio que sorrisos sejam abrigos
Nem que palavras sejam verdadeiras
Só lágrimas o são
E já chorei tanto que não existe mais nada
Além do vazio
Triste, úmido, infindo

Escrevo
O que já nem sei quem eu sou."

Anabê Villela
16/01/2008

19 de novembro de 2009

Carlos Drummond de Andrade


"A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida está
no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca
e que,
esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade."



18 de novembro de 2009

Mirthes Mathias

"Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
quanto mais eu!
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou:
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor!

Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!"

Do livro "Bom dia amor!", 1990

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12 de novembro de 2009

Sempre Vinícius...

Canção do amor que chegou
"Eu não sei, não sei dizer
Mas de repente essa alegria em mim
Alegria de viver
Que alegria de viver
E de ver tanta luz, tanto azul!
Quem jamais poderia supor
Que de um mundo que era tão triste e sem cor
Brotaria essa flor inocente
Chegaria esse amor de repente
E o que era somente um vazio sem fim
Se encheria de cores assim
Coração, põe-te a cantar
Canta o poema da primavera em flor
É o amor, o amor chegou
Chegou enfim."


Vinícius de Moraes

11 de novembro de 2009

Mais alguns...


SUBSTITUIÇÃO
Black no lugar do white
Mais no lugar da Sprite

Catálogo no lugar do site

Vontade no lugar da hipocrisia
Lexotan no lugar da histeria
Crônica no lugar da poesia

Macio no lugar do chão
Talvez no lugar do não
Fila no lugar da confusão

Humor no lugar do dinheiro
Suor no lugar do chuveiro
Fração no lugar do inteiro

Natural no lugar do estranho
Virtude no lugar do tamanho
Vermelho no lugar do castanho

Vísceras no lugar da consciência
Aplauso no lugar da maledicência
Essência no lugar da aparência



APNEIA
Sufoco.
Você é ar
que tento respirar.
Você não está
não faz parte.
Você é uma metade
que não completa.

A mim.

Ainda sufoco.
Você agora está
mas a vontade
quando vale,
não é a minha, é só a sua.
Respiro artificialmente
nesse conjunto vazio

de mim.

Apnéia infundada.
Tão breve mas tão cansativo
sopro de ilusão.

LIVRO DE CABECEIRA





Leia-me.
Minhas entrelinhas
meu sumário
minha sinopse.
Num capítulo
numa página
num fascículo
ou apenas o título,
mas leia-me.
Por mais que meu texto não lhe pareça importante
não lhe pareça bastante,
leia-me.
Cada obra tem seu valor
e para cada uma há um leitor
umas vezes interessado
outras desanimado.
Mas o certo é que cada uma encontra seu admirador.
Leia-me.

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4 de novembro de 2009

NOVIDADE

Quando o universo a favor conspira
tudo flui da forma que deve ser
a alma inspira, o corpo respira
e o acaso faz o resto acontecer.


Então as coisas começam a se encaixar
mesmo se o tempo não fizer sentido
não existem regras ou pudores para amar
e nem espaço para sentimentos resumidos.


O coração antes vazio, errante
agora bate eufórico, apressado
à espera da eternidade daquele instante
bendizendo o presente que lhe foi dado.


O amor ficou leve, colorido
e o acerto levou o tédio embora
uma alma nova num corpo florido
aquela desilusão jogada fora.


Com insensatez viver o novo
e sentir o cheiro do que está por vir
sem perder tempo com receios bobos
apenas entendendo o que o coração quer ouvir.

A temer

Nascemos e fomos adestrados para sentir medo. Medo do desconhecido por todos medo do que já foi vivido por tolos medo do que virá a...